| Penápolis |
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| Índice: |
| Histórico |
| Organização política e social |
| Aspectos Sócio Econômicos |
| -Sociais |
| -Econômicos |
| Infra-Estrutura Básica |
| -De acesso |
| -Urbana |
| Equipamentos e serviços |
Historicamente, a ocupação do “sertão desconhecido”, que figurava nos mapas brasileiros e que correspondia à atual Região Noroeste, se deu no período de 1.842 a 1.870, com a colonização das margens direita e esquerda do Salto do Avanhandava, e a formação do primeiro núcleo residencial da região.
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O povoamento desta região está estritamente vinculado a
implantação definitiva da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, que provocou e
assegurou a posse colonizadora das terras do sertão, até então ocupadas pelos Kaingangues.
O povoado de Nosso Senhor dos Passos iniciou-se em 1.842, com
a doação de 100 alqueires da fazenda José Pinto Caldeira, localizando-se metade
de cada lado do ribeirão Lajeado.
A partir de 1880, com o aumento do volume do comércio de café
às exigências do mercado externo e também interno e a conseqüente descoberta das
potencialidades das terras do oeste paulista, outras frentes pioneiras invadem o
território e a ocupação sistemática finalmente se instaura como empreendimento
econômico motivado pelo café e outros implementos capitalistas, provocando
radical transformação sócio-econômica na região que, a partir dessa época, passa
a experimentar notável desenvolvimento e progresso.
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Aos 25 de Outubro de 1.908, em 25 de outubro, foi criado o
Patrimônio de Santa Cruz do Avanhandava, com a tomada de posse pelo frei
Bernardino de Lavale, da Congregação dos Frades Capuchinhos, de terras doadas
para a criação da cidade por Eduardo de Castilho.
Em 17 de novembro de 1.909 foi criado o Distrito de Paz de
Penápolis em homenagem ao Dr. Afonso Augusto Moreira Penna, Presidente da
República falecido neste ano. O Distrito pertencia ao município de comarca de
Rio Preto e era uma vila progressista, já incorporada ao ciclo do
café.
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Com o processo de interiorização da ocupação paulista, muitas
famílias foram em busca de novas terras e oportunidades, trazendo o “progresso”
à região. Em 22 de dezembro de 1.913, através da Lei Estadual nº 1.397, foi
criado o município de Penápolis, e em 10 de outubro de 1.917 pela Lei nº 1.557,
a Comarca de Penápolis, como uma das maiores da região.
Organização política e social (formal / informal)
Penápolis é sede de
uma Comarca com 7 municípios – Alto Alegre, Avanhandava, Barbosa, Braúna,
Glicério e Luiziânia – e exerce influência sobre esse universo de quase 100 mil
habitantes. A sociedade civil está organizada em diversas associações e
sindicatos, destacando-se:
APEOESP;
Associação da 3ª
Idade;
Associação
Comercial e Industrial da Região de Penápolis - ACIRP;
CREA - Conselho
Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia;
OAB - Ordem dos
Advogados do Brasil;
Sindicato do
Comércio Varejista de Penápolis – SICOVAPE;
Sindicato dos
Servidores Públicos Municipais de Penápolis;
Sindicato dos
Bancários (sub-sede da regional de Lins);
Sindicato dos
Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação;
Sindicato dos
Trabalhadores Rurais;
Sindicato dos
Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares;
Sindicato Rural
e muitos outros.
O Município conta ainda com três clubes de serviço (2 Rotarys e 1 Lions), três
Lojas Maçônicas e diversas associações de bairro. A população também está
representada em diversos conselhos municipais definindo e fiscalizando as
prioridades para cada área da administração pública:
Conselho da
Cidade;
Conselho
Municipal de Saúde (CMS);
Conselho
Municipal de Assistência Social (CMAS);
Conselho
Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comdica);
Conselho
Municipal de Educação;
Conselho
Municipal de Cultura;
Conselho
Municipal de Esporte;
Conselho
Municipal de Segurança (Conseg);
Conselho do
Desenvolvimento Industrial (CDI);
Conselho
Municipal de Política Urbana;
Conselho
Municipal Anti-drogas (Comad).
Aspectos Sócio Econômicos
Sociais
Demografia
Segundo a estimativa do IBGE, a população é de 56.681 habitantes, dos quais 91%,
aproximadamente, residem na zona urbana e o restante na zona rural. A densidade
demográfica é de 74 habitantes/km².
A taxa de crescimento anual é de 1.26%, abaixo da média do Estado – 1.50%
Urbanização / habitação
De maneira geral, as condições de moradia são boas e mesmo nos bairros mais
periféricos, são regulares, pois não há favelas, mocambos ou similares como nos
grandes centros urbanos. Cerca de 90% das ruas são asfaltadas e todas têm
iluminação pública.
Educação
O município atua na educação infantil e nas séries iniciais
do Ensino Fundamental, além da Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Na educação infantil são atendidas mais de 2 mil crianças na
faixa etária de 4 meses a 3 anos e 11 meses, nos CEIMs – Centros de Educação
Infantil Municipal e outros 1500 alunos, entre 4 e 6 anos, distribuídos em 19
Emeis (Escolas Municipais de Educação Infantil).
A cidade é pioneira na implantação da Escola Infantil de
período integral, a EMEI Francisco Conte, localizada na Vila São Joaquim.
No Ensino Fundamental, de 1ª a 4ª série, as dez Emefs
(Escolas Municipais de Ensino Fundamental) atendem cerca de 2600 alunos. Duas
Emefs atendem em período integral: os CEUs (Centros Educacionais Unificados) –
“Darcy Ap. Buranello Marin” e “Montaha Gibara Ayub”.
Os CMEIS – Centros Municipais de Educação Integrada (antigos
barracões comunitários) atendem a 540 crianças e adolescentes, em período oposto
a escola regular, tendo como princípio fundamental a complementariedade de
propósito e ações entre família, escola e diversas políticas públicas. Os CMEIs
oferecem atividades artísticas, orientação de estudos, atividades esportivas,
atividades lúdicas e trabalho integrado com as famílias das crianças atendidas.
O projeto EJA – Educação de Jovens e Adultos atende
aproximadamente 100 alunos a partir de 14 anos, distribuídos no termo I de 1ª e
2ª séries e no termo II de 3ª e 4ª série.
A Secretaria Municipal de Educação presta serviços as
crianças de 4 meses a 10 anos, totalizando 6.000 crianças, sendo 2.200 atendidas
em período integral.
Penápolis conta ainda, quanto ao ensino médio, além das
escolas estaduais, com escolas particulares e 1 escola que oferece cursos
profissionalizantes como Magistério e Técnico em Contabilidade. Há também 1
Colégio Técnico Agrícola, vinculado ao Centro Estadual de Educação Tecnológica
Paula Souza.
Com relação ao ensino superior, a cidade possui duas
faculdades, a Fundação Educacional de Penápolis conta com os cursos de
Administração de Empresas, Biologia, Ciências Contábeis, Gestão do Agronegócio,
Pedagogia, Matemática, Normal Superior, Sistemas da Informação e Letras. A
Funepe oferece ainda cursos técnicos em Enfermagem, Comunicação e Informática.
Já a Faculdade de Saúde de São Paulo, mantida pelo Instituto UBM, oferece os cursos de Fisioterapia e Enfermagem, além do curso à distância
de Pedagogia e cursos de pós graduação em Alfabetização, Educação Ambiental,
Educação Inclusiva, Educação Infantil, Empreendimentos Educacionais, Gestão
Escolar e Psicopedagogia e cursos de extensão em Atendimento Preventivo em
Fisioterapia Desportiva.
Distribuição de
Renda
Quase metade dos chefes de família (49,7%) tem rendimento de até 2 salários
mínimos; 30,06% têm rendimento entre mais de 2 a 5 salários mínimos; 10,90%
entre mais de 5 a 10 salários mínimos, e apenas 5,84% têm rendimentos acima de
10 salários mínimos.
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Econômicos
O desenvolvimento econômico de Penápolis é similar à maioria
dos municípios da região noroeste do Estado que, historicamente, teve início com
a cultura cafeeira no início deste século. A decadência do café, já
experimentada pelas demais regiões do Estado, abriu espaço para a pecuária, que
hoje responde, juntamente com a cana-de-açúcar e outras culturas como milho e
arroz, por boa parte da economia do município.
A concentração da economia no setor sucro-alcooleiro provoca
o desemprego sazonal na entre-safra e a atual crise do setor tem potencializado
o problema, exigindo políticas sociais rápidas para minimizá-lo.
A par de condições geográficas favoráveis e ótima
infra-estrutura, a região e, particularmente, o município, ainda não encontraram
um eixo de desenvolvimento mais agressivo capaz de reverter o quadro de
necessidades crescentes por parte da população, especialmente a de baixa renda.
Tal situação reforça a necessidade de uma articulação entre
os municípios em torno de um projeto de desenvolvimento regional, até porque
esta é uma tendência da atual economia globalizada, marcada pela formação de
“blocos econômicos”.
Agricultura
A produção agrícola municipal exibe alta concentração da
cultura de cana-de-açúcar, totalizando em média por ano uma produção de
2.560.000 toneladas. As demais culturas estão distribuídas entre o milho (3.720
toneladas); tomate (480 toneladas); arroz (90 toneladas); soja (912 toneladas);
algodão (1.099 toneladas); Fonte: IBGE / Censo Agropecuário 2006
Quanto à lavoura permanente, destacam-se a banana (5.400
toneladas), borracha (160 toneladas), café (180 toneladas) e coco-da-baía (280
mil frutos).
A lavoura temporária é a atividade que mais absorve
mão-de-obra na área agrícola (54,22%), seguida pela pecuária (29,25%),
predominando o sexo masculino (80,10%), dos quais 8,27% são menores de 14 anos.
Observa-se ainda que a agricultura absorve cerca de 13% da
população economicamente ativa (de 15 a 60 anos).
Pecuária
O rebanho efetivo de bovinos compreende um total de 37.224
cabeças, o de suínos 3.450, e o de aves 17.500.
Indústria, comércio e serviços
A produção industrial está diversificada entre açúcar e
álcool, calçados, couros, laticínios, embalagens, implementos agrícolas e
irrigação, predominado empresas familiares.
O setor de serviços tem se ampliado consideravelmente, com
escolas de informática e idiomas.
Ocupação e uso do solo
Atualmente, a zona urbanizada compreende pouco mais de 20 km²,
ocupando menos que 5% da área total do Município.
Infra-Estrutura Básica
De acesso
O cruzamento de duas das principais rodovias do estado de São Paulo – Marechal
Rondon (SP-300), que liga a capital ao Mato Grosso do Sul, e Assis Chateuabriand
(SP-425), que se inicia no Paraná, passa por São Paulo e Minas Gerais, seguindo
por Goiás até terminar em Brasília-DF, permitem fácil acesso rodoviário ao
município.
A ferrovia que sai de Bauru, centro geográfico do Estado, e vai até a Bolívia,
passando pelo interior paulista e pelos estado de Mato Grosso do Sul e Mato
Grosso, representou, durante a primeira metade do século, um dos poucos meios de
transporte na região, tanto de carga (principalmente café) como de passageiros.
Atualmente, apenas o transporte de carga é efetuado (combustível e outros).
A hidrovia Tietê-Paraná, com 2400 km navegáveis e acesso ao Mercosul, constitui
importante meio de transporte fluvial, com grandes perspectivas para o
desenvolvimento regional, porém, é sub-utilizado.
Aeroporto
Com relação ao transporte aeroviário, o município possui um aeroporto com 1300 m
de pista pavimentada, permitindo pouso de pequenas e médias aeronaves. O
aeroporto com vôos regulares está localizado em Araçatuba, distante 50 km de
Penápolis. As operações diárias são efetuadas por uma única empresa aérea.
Transporte interno
Penápolis conta com três pontos fixos de táxis, além do transporte coletivo,
explorado através de concessão por empresa particular, outro meio de transporte
bastante utilizado no município é o moto-táxi, devidamente regulamentado pela
Prefeitura Municipal.
Urbana
Poucos municípios brasileiros e mesmo paulistas possuem uma infra-estrutura
urbana como Penápolis, 8ª cidade em qualidade de vida no Estado de São Paulo,
segundo estudo coordenado pela urbanista Raquel Rolnik. Este resultado é fruto
de 20 anos de investimentos nos sistemas de saneamento básico e saúde,
considerados como modelos para muitos municípios, atraindo muitas autoridades
municipais e técnicos das respectivas áreas para conhecê-los.
Rede de água
Penápolis é o único município do comitê da Bacia Hidrográfica do Baixo Tietê –
CBH-BT – (composto por 42 municípios), que oferece 100% de água tratada e
distribuída e 100% de esgoto coletado e tratado. O sistema de saneamento é
administrado pelo Departamento Autônomo de Água e Esgoto de Penápolis – Daep.
Rede de esgoto
O tratamento dos efluentes urbanos é feito através de dois complexos de lagoas
de estabilização e conta com emissários e rede de esgoto para mais de 19.000
ligações.
Limpeza pública
O Daep também executa o serviço de limpeza pública em toda a área urbana. Os
resíduos sólidos são depositados no aterro sanitário, seguindo recomendações da
Cetesb. Para eliminar o grave problema de entulhos jogados nas estradas rurais
ou prolongamentos das vias urbanas, que poluem os córregos e o ribeirão Lajeado,
comprometendo a saúde pública, foram colocadas caçambas coletoras em pontos
estratégicos do município.
Energia elétrica
A iluminação pública atinge 100% das vias urbanas. A Companhia Paulista de Força
e Luz (privatizada) é responsável pelo fornecimento de energia, atendendo 100%
da demanda.
Gasoduto
O Gasoduto Brasil-Bolívia, com extensão de 3.150 km (de Santa Cruz de La Sierra
até Porto Alegre), atravessa 86 municípios paulistas, num trecho de 528 km.
Dentre as três estações de compressão, uma está instalada em Penápolis devido à
sua localização estratégica e outros aspectos técnicos. Além de introduzir o gás
natural como combustível industrial, comercial e residencial em vasta área do
interior, abre perspectivas de construção de usinas termoelétricas.
Transporte interno
O transporte coletivo é terceirizado e o trajeto é efetuado dos bairros ao
centro. Outro meio de transporte bastante utilizado pela população local é o
moto-táxi, devidamente regulamentado pela Prefeitura. Há também 3 pontos de
táxis.
Equipamentos e serviços
Comunicação
Correios – 1
estatal e 1 franquia
Rádios – 1 FM, 2
AM e 1 comunitária
Jornais – 3
diários
TV
(retransmissão) – Rede Globo, Record, Band, Cultura, SBT, Canção Nova e TV
Penápolis (cabo)
Segurança
1 Delegacia de
Polícia Civil
1 Companhia da
Polícia Militar
1 Distrito
Policial
1 Delegacia da
Mulher
1 Posto do Corpo
de Bombeiros
1 Posto da
Polícia Ambiental